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Redes sociais impulsionam pequenos negócios


Há dois anos, os amigos da brasiliense Glayce Marra, de 35 anos, acompanham pelo Facebook sua batalha para ganhar massa muscular e perder peso. À medida que Glayce publica fotos de bíceps, abdômen e glúteos cada vez mais trabalhados, cresce o número de pessoas querendo conhecer os segredos de sua malhação e de sua dieta.

Em agosto passado, Glayce encontrou uma forma de ganhar dinheiro com essa experiência e abriu a PointFit: “Criei uma fanpage e comecei a oferecer uma comida parecida com a que já fazia para mim. São refeições saudáveis e saborosas, bem temperadas, que faço sob encomenda e vendo congeladas”, diz. Os clientes logo surgiram. “Eles vieram primeiro pelo Facebook e pelo Instagram, mas hoje também chegam por indicação de parceiros, como academias de ginástica.”

Quem mais incentivou a empreitada foi a nutricionista da empreendedora, Erica Souza. Além de se tornar sua cliente, Erica dá consultoria nutricional para as receitas preparadas por Glayce. Atuando como autônoma e na cozinha de sua casa, a moça ainda é dona de um negócio pequeno, que fatura, em média, R$ 1 mil por semana. Mas já tem na PointFit sua principal fonte de renda, assim como seu irmão, que há um mês assumiu as tarefas administrativas e de atendimento ao consumidor: “Eu já não conseguia fazer tudo sozinha”, afirma.

A empreendedora está animada com a forte aceitação de seus produtos por parte dos consumidores e planeja um passo ambicioso para 2015: abrir um ponto comercial. “Quero ampliar minha clientela fixa, mas, para isso, preciso de uma cozinha maior, que me permita aumentar a produção”, afirma. “Aí também poderei ter alguns produtos para pronta-entrega, já que sempre tem gente interessada nisso.”

A história de Glayce é um ótimo exemplo do que afirma Marco Aurélio Bedê, da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae: “Pequenas empresas podem tirar grande proveito da tecnologia da informação”. Fazem isso como usuárias e não fornecedoras de TI. “Ao montarem páginas no Facebook e abrirem grupos de discussão, os empreendedores criam um ambiente propício ao surgimento de oportunidades.”

Bedê cita o caso de Maria Beatriz Villac, 58 anos, especializada em terapias alternativas, como reiki, mapa astral e feng shui. No final de 2014, a terapeuta de São Paulo sofreu ao encerrar uma sociedade de 15 anos: “Tive de abrir um consultório novo, mas eu estava meio borocoxô, e o movimento de pacientes minguou. Então minha irmã sugeriu que eu criasse uma fanpage no Facebook para publicar meus artigos e divulgar meu trabalho”, diz.

Em dois meses, os textos sobre autoestima, ansiedade e meditação, que foram compartilhados na comunidade Terapias Alternativas - Saúde e Bem Estar, tiveram 9 mil curtidas. “As pessoas começaram a ler e gostaram. Passaram a discutir os assuntos e a me fazer perguntas. E acabei conquistando três pacientes novos”, afirma Bia, como é conhecida.

Convicta de que “quando você faz um movimento, a vida responde”, como diz a própria terapeuta, ela pretende continuar usando as redes sociais para se comunicar com o público: “Senti um contato muito bom com as pessoas”.

Para saber mais sobre esse assunto, entre no portal do Sebrae e, na busca, digite: mídias sociais

Fonte: PEGN

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