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Empreendedora expõe custos ao consumidor em campanha por transparência


Qualquer e-commerce hoje traz informações como descrição do produto, medidas, características importantes e preço. Na loja virtual da Catarina Mina, marca cearense de bolsas e acessórios, o consumidor encontra muito mais.

Todos os custos, fixos ou não, exigidos para que o produto chegue até o cliente estão especificados. Assim, é possível saber que para fazer uma bolsa de R$ 279 é preciso R$ 35,04 de matéria-prima, R$ 11,31 de encargos trabalhistas, R$ 45,95 de mão de obra e mais custos que somam R$ 263,99.

A ideia veio da designer à frente da empresa Celina Cavalcante Hissa, 31 anos. Ela queria propor uma “conversa sincera” com o mercado e resolveu mostrar cada centavo por trás da produção.

Segundo ela, a campanha surgiu de algumas dúvidas para entender como o consumidor olha um produto, se ele questiona modos produtivos e se considera o contexto local. “Nesse cenário nacional de fast fashion, do consumidor não questionar a qualidade ou se a mão de obra é legal, foi me surgindo a necessidade de convocar o consumidor a se questionar. A forma mais sincera foi colocar meus custos para pensar junto a melhor forma de valorizar o artesanato”, diz.

A Catarina Mina surgiu em 2005 e, até 2010, atendia principalmente grandes marcas, como Osklen e Água de Coco. A loja online entrou no ar em 2010 e, neste ano, a marca começou a investir na campanha de transparência. “É uma valorização das artesãs. O nosso produto não podia ser valorizado só pela estética, mas por toda uma produção”, afirma.

As peças são produzidas por artesãs e cooperativas de artesanato em Fortaleza e Itaitinga, no Ceará. “Desde a criação, a gente trabalha em parceira com as artesãs. Este é um processo mais lento, ela tem que se dedicar e desenvolver uma receita. Por isso, o fazer artesanal fica restrito a poucas comunidades e isso se dá por uma questão financeira. A nossa tentativa é incentivar financeiramente”, diz. Além do valor de produção, as artesãs recebem um percentual sobre as vendas também.

As coleções da marca são lançadas duas vezes ao ano e costumam incluir 25 modelos, cada um deles com uma média de 80 unidades. “Nossa meta é vender de 60 a 100 bolsas por mês. A gente tem uma previsão de faturamento para 2015 de R$ 450 mil”, diz.

Além do crochê, a marca já usou materiais como chita, tear e rechiliê que se transformaram em bolsas e até obras de arte. Os produtos hoje estão disponíveis em multimarcas de Brasília, Ceará, Espírito Santo, São Paulo e Fortaleza.

Fonte: PEGN

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